A Artilharia de Campanha é o principal meio de apoio de fogo da Força Terrestre. Suas unidades e subunidades podem ser dotadas de canhões, obuses, foguetes ou mísseis. Tem por missão apoiar a arma-base pelo fogo, destruindo ou neutralizando os alvos que ameacem o êxito da operação.

A artilharia antiaérea, componente terrestre da defesa aeroespacial ativa, realiza a defesa antiaérea de forças, instalações ou áreas. A artilharia de costa participa da defesa contra operações navais inimigas em áreas marítimas próximas ao litoral ou em águas interiores. Suas características são a precisão e a rapidez, para destruir ou neutralizar as instalações, os equipamentos e as tropas inimigas localizadas em profundidade no campo de batalha.

Neste artigo você vai ficar por dentro de tudo sobre a artilharia do Exército Brasileiro!

História da Artilharia do Exército Brasileiro

A Artilharia brasileira tem lugar de destaque em nossa memorável história militar. No século XIX, tendo à frente seu insigne patrono, o marechal Mallet, foi fundamental para a vitória dos aliados na Campanha da Tríplice Aliança. No século passado, integrando a Força Expedicionária Brasileira (FEB) na II Guerra Mundial, apoiou, com denodo e precisão, todas as operações da FEB.A Artilharia brasileira tem lugar de destaque em nossa memorável história militar. No século XIX, tendo à frente seu insigne patrono, o marechal Mallet, foi fundamental para a vitória dos aliados na Campanha da Tríplice Aliança. No século passado, integrando a Força Expedicionária Brasileira (FEB) na II Guerra Mundial, apoiou, com denodo e precisão, todas as operações da FEB.

Nos dias de hoje, acompanhando a evolução dos tempos, organiza-se em três ramos: de Campanha, Antiaérea e de Costa. Possui uma gama variada de materiais, que equipam suas organizações militares, para o cumprimento das missões de apoiar pelo fogo as Armas-bases, realizar a defesa antiaérea e defender a costa. Além disso, vem aperfeiçoando, com o apoio da informática, seu Sistema de Levantamento Topográfico, Busca de Alvos, Observação e Direção de Tiro.

Ao lado de armamentos que há várias décadas são dotações de nossas organizações militares de Artilharia, observam-se equipamentos que possibilitam novos padrões de eficiência operacional à Arma. Destacam-se o Obuseiro 105 mm/C 14 M56, orgânico das unidades de Artilharia das brigadas de grande mobilidade, como a Paraquedista e a Leve; o sistema Astros II de saturação de fogos, empregadas pelas unidades de Artilharia de Costa; o Obuseiro 105mm L118 Light Gun e a VBOAP M 109 A3, que vêm ampliando a profundidade do apoio de fogo da Artilharia de Campanha; e o os modernos mísseis IGLA, para a Artilharia Antiaérea.

A preocupação do Exército em incrementar seus meios de apoio de fogo demonstra bem a importância da Artilharia no campo de batalha. Seu papel, como no passado, continua inquestionável e fundamental.

Genericamente, as armas de projeção de fogo de tubo da artilharia são designadas “bocas de fogo”. Ocasionalmente, também são referidas como “peças de artilharia” ou “canhões”, mas geralmente estes dois termos são utilizados para designarem apenas as bocas de fogo que fazem tiro tenso. Por sua vez, as bocas de fogo subdividem-se em três tipos principais: de tiro tenso (“peças” ou “canhões”), de tiro curvo (“obuses” ou “obuseiros”) e de tiro vertical (“morteiros”). Hoje em dia, além das tradicionais bocas de fogo, a artilharia inclui outros tipos de armamentos como os mísseis e os foguetes.

Os militares de artilharia são genericamente designados “artilheiros”. Tradicionalmente, os artilheiros terrestres dividem-se em serventes (operadores das bocas de fogo) e condutores (condutores dos veículos que as deslocam). Por sua vez, os artilheiros serventes dividem-se em apontadores (responsáveis por apontar a boca de fogo), municiadores (responsáveis por colocar a munição na boca de fogo) e remuniciadores (responsáveis por retirar a munição do paiol e a passar ao municiador). Conforme o tipo de boca de fogo, ainda podem existir outros serventes especializados como preditores, serventes do soquete, serventes da culatra, ajustadores, marcadores e observadores. O conjunto dos artilheiros que operam uma boca de fogo constitui a sua guarnição. A boca de fogo mais a respetiva guarnição constitui uma unidade de tiro. A unidade tática elementar da artilharia é a bateria, comandada por um capitão e incluindo normalmente seis unidades de tiro.

Quais São os Armamento da Artilharia do Exército Brasileiro?

Os três tipos tradicionais de bocas de fogo de artilharia são as peças, os obuses e os morteiros. Durante o século XX, as características das peças e dos obuses, bem como as suas funções, foram-se fundindo, o que acabou por fazer com que a distinção entre os dois tipos de boca de fogo deixasse de ter, tecnicamente, sentido, sendo mantida artificialmente sobretudo por razões históricas. No século XXI, são raras as verdadeiras peças com calibres superiores a 60 mm, as quais, normalmente já não são usadas pela artilharia de campanha, sendo os seus principais utilizadores os carros de combate, a artilharia naval, a artilharia antiaérea e a artilharia de costa.

A definição tradicional estabelece três critérios principais para diferenciar entre peças e obuses, nomeadamente a capacidade máxima de elevação (bastante inferior ou próxima de 45º), o número de cargas propulsoras (uma ou mais) e a velocidade de saída do projétil (definida, frequentemente, pelo comprimento do tubo). Estes três critérios dão origem a oito possíveis combinações, das quais apenas duas correspondem às peças e aos obuses puros.

Além das tradicionais bocas de fogo, a artilharia moderna também emprega foguetes e mísseis.

Sistema de Artilharia do Exército Brasileiro

Na atualidade, a artilharia realiza quase sempre tiro indireto contra objetivos fora do alcance visual das guarnições das armas. Por isso mesmo, hoje em dia, os armamentos são apenas um dos elementos de um complexo sistema de artilharia, cujo conjunto é necessário para bater eficazmente aqueles objetivos. Os elementos e funções principais deste sistema são os seguintes:

  1. Comunicações: ligação entre todos os elementos do sistema e entre este e o exterior;
  2. Comando: autoridade para atribuir recursos;
  3. Aquisição: de objetivos: detecção, a identificação e a previsão da localização do objetivo;
  4. Controle: autoridade para decidir quais os objetivos a bater e quais as unidades de tiro que o irão fazer;
  5. Cálculo de tiro: cálculo dos elementos necessários à execução do tiro com precisão;
  6. Unidades de tiro: armamentos de artilharia e respetivas guarnições;
  7. Serviços de especialidades: produção dos dados auxiliares necessários ao cálculo de tiro;
  8. Logística: abastecimento, sobretudo no que diz respeito a munições, e garantia do bom funcionamento dos equipamentos.

Em termos de organização e de localização espacial, estas funções podem estar estar dispostas de várias maneiras. Desde o desenvolvimento do tiro indireto moderno, as diferentes forças armadas têm-no feito de diversas modos. Nisso, a tecnologia é, frequentemente, o factor fundamental, mas também o são os aspetos sócio-militares, a relação entre a artilharia e as outras armas, os critérios pelos quais a eficiência e eficácia militares são julgados. O custo também é um factor importante, uma vez que a artilharia é dispendiosa graças à grande quantidade de munições que consome e ao elevado nível de especialidade do seu pessoal.

Quais São as Divisões de Artilharia do Exército Brasileiro?

A artilharia pode ser classificada segundo o seu emprego, segundo o calibre das suas armas, segundo o tipo de armas utilizado ou segundo a sua propulsão.

O tipo de emprego da artilharia constitui o principal sistema para a sua classificação, tanto no passado como na atualidade.

Segundo estes sistema, a artilharia pode ser classificada como:

  • Artilharia de sítio: artilharia destinada ao ataque a fortificações, normalmente empregando morteiros ou obuses pesados e super-pesados de mobilidade reduzida;
  • Artilharia de guarniçãode praça ou de fortaleza: encarregue de guarnecer a artilharia das fortificações e outras defesas fixas. Como as suas bocas de fogo eram fixas, podiam ser muito maiores e mais potentes que as da artilharia de campanha. Em alguns casos, a sua vocação para a operação de bocas de fogo fixas de grande calibre levou a que lhe fossem atribuídas as responsabilidades pelo desempenho das funções de artilharia de sítio e de costa. Em outros casos, também competia à artilharia de guarnição manter as unidades de artilharia pesada de campanha, neste caso operando bocas de fogo móveis;
  • Artilharia de campanha: artilharia de grande mobilidade, vocacionada para acompanhar e prestar apoio direto às forças de manobra (infantaria, cavalaria e carros de combate) contra objetivos de superfície. Normalmente, constitui o ramo principal da artilharia dos vários exércitos. A artilharia de campanha emprega obuses, peças e morteiros;
  • Artilharia de costa: artilharia especializada na defesa dos portos e de outras zonas costeiras contra ataques navais. Como normalmente, a artilharia de costa opera a partir de posições fixas, as suas bocas de fogo não necessitavam de ser móveis, podendo assim ser de grande calibre, dando-lhe um alcance e um poder de fogo muito superior ao da artilharia de campanha. Frequentemente, a artilharia de costa usava peças navais montadas em torres rotativas semelhantes às dos navios que tinham de combater, permitindo-lhes mais facilmente atingir alvos móveis. Também foi comum a instalação das peças de costa em vagões que podiam percorrer ferrovias ao longo da costa, deslocando-se para defender os pontos sujeitos a ataque naval. Por causa da vocação da artilharia de costa para a defesa de posições contra alvos móveis, foi a partir desta que se desenvolveu inicialmente a artilharia antiaérea. Hoje em dia, a artilharia de costa faz uso de mísseis antinavio, agora na maior parte das vezes instalados em reparos móveis;
  • Artilharia naval ou de marinha: inclui as peças instaladas a bordo dos navios de guerra e empregues no combate contra outros navios e no bombardeamento de objetivos em terra. Com o desenvolvimento da aviação miliar e dos submarinos, a artilharia naval também passou a ser empregue contra estas novas ameaças. Uma vez que estavam instaladas em posições fixas (relativamente ao navio), as peças navais puderam crescer muito mais em tamanho e potência do que as suas congéneres da artilharia móvel terrestre. Os couraçados, armados com peças navais de grande calibre, tornaram-se nas mais poderosas plataformas de artilharia do mundo que culminaram no couraçado japonês Yamato, armado com peças de 460 mm. As peças navais de grande calibre foram também empregues em terra, tanto na artilharia ferroviária como na artilharia de costa, esta última também considerada parte da artilharia naval quando era guarnecida por artilheiros da marinha. Em algumas operações anfíbias e coloniais era comum que peças navais de calibre mais reduzido fossem desembarcadas dos navios de guerra, juntamente com a sua guarnição naval, montadas em reparos terrestres e usadas como artilharia de campanha em apoio de forças de desembarque. Hoje em dia, a artilharia naval faz uso, sobretudo de mísseis superfície-superfície, mantendo também peças navais de dupla função anti-superfície e antiaérea, canhões antiaéreos e mísseis superfície-ar;
  • Artilharia de montanha: artilharia ligeira destinada a atuar em regiões montanhosas, equipada com bocas de fogo com capacidade de realizar tiro de ângulo elevado, algumas delas, com capacidade de serem transportadas desmontadas em muares. Fora do ambiente montanhoso, a artilharia de montanha foi também bastante empregue nas campanhas coloniais da transição do século XIX para o XX, uma vez que a ligeireza e a portabilidade das suas bocas de fogo lhes permitiam, por um lado, operar em locais remotos com pouco apoio logístico e, por outro, tinham poder de fogo suficiente contra inimigos com pouca ou nenhuma artilharia;
  • Artilharia de trincheira: artilharia especializada na guerra de trincheiras, equipada com morteiros e obuses com capacidade de atingir posições entrincheiradas inimigas, a partir das suas próprias posições entrincheiradas. Este tipo de artilharia foi, sobretudo, empregue na guerra de trincheiras durante a Primeira Guerra Mundial. Esta função diluiu-se pela artilharia de campanha e pela infantaria;
  • Artilharia antiaérea: artilharia vocacionada para a defesa de forças de manobra ou de pontos fixos contra ataques de aeronaves ou contra mísseis superfície-superfície. A artilharia antiaérea emprega uma grande variedade de canhões e de mísseis antiaéreos, ligeiros e pesados, de curto e de longo alcance, montados em reparos móveis e fixos. Grande parte das armas antiaéreas dispõe de múltiplas capacidades, o que permite que a artilharia antiaérea também possa ser empregue adicionalmente como artilharia anticarro, de campanha, naval e de costa. A importância crescente da artilharia antiaérea fez com que ela se tornasse numa arma separada da artilharia em alguns exércitos e mesmo num ramo autónomo em algumas forças armadas;
  • Artilharia de assalto: dotada de peças montadas em veículos blindados sobre lagartas e destinada a apoiar diretamente o movimento da infantaria de assalto – sobretudo infantaria mecanizada – batendo as forças e obstáculos de resistência ao seu avanço;
  • Artilharia anticarro: dotada de canhões, lança-foguetes ou mísseis destinados a destruir carros de combate ou outros veículos blindados. Hoje em dia, na maioria dos exércitos a função de luta anticarro deixou de ser uma missão principal da artilharia e passou para as forças de manobra (infantaria e os próprios carros de combate) que passaram a operar diretamente os armamentos específicos para essa função;
  • Artilharia de saturação de área: dotada de lança-foguetes múltiplos, destinada a um bombardeamento rápido, intensivo e concentrado de uma determinada objetivo;
  • Artilharia estratégica: dotada de mísseis de cruzeiro e de mísseis balísticos. Os mísseis podem estar equipados com ogivas convencionais ou não convencionais (nucleares, químicas ou biológicas). Os mísseis podem ser disparados a partir de plataformas de lançamento móveis ou fixas. Nas forças armadas que integram artilharia estratégica esta é uma das suas principais forças de dissuasão. Nalgumas forças armadas, a artilharia estratégica pode estar parcial ou totalmente integrada na força aérea. Noutros casos, pode inclusive constituir um ramo autónomo das forças armadas;
  • Artilharia técnica: ramo da artilharia que se ocupa do estudo da tática e do desenvolvimento, teste e fabrico de armamento e munições de artilharia;

Qual é o Calibre das Armas da Artilharia do Exército Brasileiro?

A artilharia também pode ser classificada segundo o calibre das suas bocas de fogo. Ao longo dos tempos foram vários os sistemas para classificar a artilharia segundo o calibre utilizado. O sistema atual de classificação foi desenvolvido durante a Primeira Guerra Mundial para simplificar os sistemas até então empregues que entravam em conta tanto com as funções como com os meios de locomoção da artilharia. Hoje em dia, o sistema de classificação segundo o calibre já é raramente utilizado e nele dificilmente se integram os foguetes e os mísseis.

Segundo o calibre, a artilharia classifica-se em:

  • Artilharia super-pesada: dotada de peças ou obuses de calibre superior a 210 mm;
  • Artilharia pesada: dotada de peças ou obuses de calibre entre 160 mm e 210 mm;
  • Artilharia média: dotada de peças ou obuses de calibre entre 120 mm e 160 mm;
  • Artilharia ligeira: dotada de morteiros, peças ou obuses de calibre até 120 mm.

Segundo o armamento e a trajetória de tiro:

A artilharia utiliza essencialmente três tipos de bocas de fogo, cada uma das quais faz um tiro com uma trajetória característica (tensa, mergulhante ou vertical). Sobretudo durante a Primeira Guerra Mundial, alguns exércitos classificaram a sua artilharia segundo o tipo de boca de fogo e correspondente trajetória de tiro. Posteriormente, a introdução dos foguetes e dos mísseis levou à criação de dois tipos novos de artilharia, na qual a trajetória é muito menos relevante que o tipo de armamento utilizado.

Segundo o armamento e a trajetória de tiro, a artilharia classifica-se:

  • Artilharia de tiro tenso: dotada de peças que realizam tiro tenso (com elevações próximas dos 0º);
  • Artilharia de obuses: destinada, essencialmente, a realizar tiro mergulhante (com elevações bastante superiores a 0º, mas inferiores a 45º), estando dotada de obuses;
  • Artilharia de morteiros: destinada a realizar tiro vertical (com elevações superiores a 45º), estando dotada de morteiros;
  • Artilharia de foguetes: dotada de foguetes;
  • Artilharia de mísseis: dotada de mísseis.

Segundo a propulsão:

Outro sistema muito empregue, no passado e no presente, para classificar a artilharia é a forma de propulsão dos seus reparos ou plataformas de lançamento. Até ao início do século XX, o principal meio de propulsão das bocas de fogo a tração animal (feita por cavalos, muares ou, ocasionalmente, outros animais), sendo a artilharia classificada segundo a quantidade de cavalos utilizados no transporte de cada arma e as condições de transporte da respectiva guarnição. Com o aparecimento dos transportes mecânicos, foram criadas categorias de específicas para a artilharia propulsada por veículos ferroviários e automóveis. A partir da Segunda Guerra Mundial, altura em que a artilharia passou quase totalmente a ser propulsada por meios mecânicos, passou a classificar-se a artilharia segundo a mesma fosse montada num veículo ou rebocada pelo mesmo.

Segundo a propulsão a artilharia pode ser:

  • Artilharia de posição: artilharia fixa ou semi-fixa, normalmente empregue em operações de ataque ou de defesa de posições (normalmente fortificadas) e dotada de peças, obuses e morteiros de grande calibre. Inclui, normalmente a artilharia de guarnição, a artilharia de sítio, a artilharia de costa e a artilharia antiaérea fixa;
  • Artilharia embarcada ou de bordo: artilharia montada em embarcações. Constitui, essencialmente a artilharia naval, mas incluiu também, ocasionalmente, artilharia de campanha montada provisoriamente a bordo de embarcações;
  • Artilharia a pé: artilharia pesada rebocada por muares, cujos serventes se deslocavam a pé. Era o ramo menos móvel da artilharia de campanha e destinava-se a dar apoio geral aos corpos de exército;
  • Artilharia montada: artilharia ligeira ou média rebocada por cavalos, cujos serventes eram transportados nos reparos das bocas de fogo ou nos carros de munições. Dispunha de uma mobilidade intermédia entre a da artilharia a pé e a da artilharia a cavalo, sendo empregue, sobretudo no apoio direto à infantaria;
  • Artilharia a cavalo: artilharia ligeira cujas bocas de fogo eram rebocadas por cavalos e em que todos os serventes montavam um cavalo individual. Era o ramo mais móvel da artilharia de campanha e destinava-se a dar apoio direto às unidades de cavalaria;
  • Artilharia de baste ou a dorso: artilharia ligeira, normalmente de montanha, cujas bocas de fogo são desmontadas em várias peças transportadas no dorso de animais (normalmente muares) presas a arreios especiais designados “bastes”;
  • Artilharia ferroviária ou de caminho de ferro: considera-se normalmente artilharia pesada e super-pesada montada em vagões ferroviários. Frequentemente, a artilharia ferroviária empregava peças navais de grande calibre. Também na artilharia ferroviária é incluída, ocasionalmente, a artilharia ligeira montada em comboios/trens blindados;
  • Artilharia a tratores ou rebocada: constituída por armamento que se desloca rebocado por tratores mecânicos, que podem ser veículos sobre rodas ou sobre lagartas, blindados ou não. Algum do armamento rebocado pode estar montado em reparos que dispôem de um motor auxiliar que lhes permite deslocar-se autonomamente em distâncias muito curtas, o que facilita a alteração da posição de tiro;
  • Artilharia transportada: artilharia com um tipo de propulsão intermédia entre o da rebocada e o da autopropulsada. Os seus armamentos vão montados em veículos, mas não têm a capacidade de disparar a partir deles, tendo que ser desmontados para o fazer. A artilharia transportada, normalmente, inclui apenas alguns tipos de morteiros e de peças ligeiras antiaéreas;
  • Artilharia autopropulsada: constituída por armamento montado em reparos com autolocomoção mecânica e que pode disparar a partir daqueles. Os reparos podem consistir em veículos sobre lagartas ou sobre rodas, com ou sem blindagem. Alguns destes reparos, além da própria arma, transportam a sua guarnição, parte das suas munições e os equipamentos de direção de tiro;

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